Guardar ressentimento é como tomar veneno esperando que a outra pessoa morra. Essa frase popular expressa com exatidão o efeito destrutivo que a falta de perdão provoca em nossa vida física, emocional e espiritual. A mágoa acorrenta a nossa mente ao passado e nos impede de viver a plenitude do presente.
No ensino de Jesus, o perdão não aparece como uma opção opcional para casos especiais, mas como um elemento central da vida cristã.
O perdão como uma decisão da vontade
O maior erro sobre o perdão é esperar "sentir vontade" de perdoar antes de tomar uma atitude. Se esperarmos sentir vontade, raramente perdoaremos quem nos feriu profundamente. O perdão bíblico não é um sentimento; é uma **decisão intencional da vontade** em liberar o ofensor da dívida moral que ele tinha conosco.
Quando Pedro perguntou a Jesus se deveria perdoar até sete vezes, o Mestre respondeu: "Não te digo que até sete; mas até setenta vezes sete" (Mateus 18:22). Com essa hipérbole, Jesus ensinou que o perdão deve ser um estilo de vida contínuo.
Por que precisamos perdoar?
- Fomos perdoados de uma dívida impagável: A parábola do credor incompassivo (Mateus 18) nos lembra de que a dívida do nosso pecado cancelada por Deus na cruz é infinitamente maior do que qualquer ofensa que alguém possa cometer contra nós.
- O perdão nos liberta do papel de vítima: Ao perdoar, você entrega o direito de vingança a Deus e retoma a paz da sua mente.
- Mantém a nossa comunhão com Deus limpa: Jesus ensinou na oração do Pai Nosso que o perdão que recebemos está diretamente ligado à disposição do nosso coração em perdoar o próximo.
Perdoar não significa necessariamente manter intimidade ou convívio com quem abusou da sua confiança, mas sim tirar o peso da vingança dos seus ombros e entregá-lo Àquele que julga com perfeita justiça.